segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


Soneto do Amor Eterno

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes e com tal zelo, e sempre e tanto

que mesmo em face do maior encanto

dele se encante mais meu pensamento.


Quero vive-lo em cada vão momento

e em seu louvor hei de espalhar meu canto

e rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou ao seu contentamento.


E assim quando mais tarde me procure

quem sabe a morte, angustia de quem vive

quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


*Vinicius de Moraes*

2 comentários:

Carla Leão disse...

Ai amiga, o poema é lindo, todos sabemos, só não sei se isso é bom ou ruim agora!
Bjos

Carla Leão disse...

Ps: espero q continues escrevendo no blog! rsrs